Em 6 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Paralisia Cerebral, data dedicada a ampliar o conhecimento sobre a condição e a fortalecer a defesa de quem vive com ela. Para a ADEM, Associação das Pessoas com Deficiência de Mariana, é também uma oportunidade de convidar toda a comunidade a refletir sobre o que significa, na prática, garantir a participação de todas as pessoas na vida em sociedade.
A paralisia cerebral é uma condição permanente, causada por uma lesão no cérebro em desenvolvimento, ocorrida na gestação, no parto ou nos primeiros anos de vida, que afeta o movimento, a postura e o equilíbrio. Seus efeitos variam bastante de uma pessoa para outra, e a condição pode estar associada a outras.
Por isso, cada pessoa se movimenta, se comunica e se expressa de um jeito próprio, seja pela fala, por gestos, pelo olhar ou com o apoio de recursos de comunicação alternativa, e todas essas formas merecem ser igualmente reconhecidas. Reconhecer essa diversidade é o primeiro passo para compreender que muitas das dificuldades enfrentadas no cotidiano têm origem no ambiente, e não na condição em si.
Calçadas e edificações inacessíveis, transporte inadequado, escolas sem os apoios necessários, dificuldade de acesso a terapias e a serviços de saúde e atitudes preconceituosas restringem a possibilidade de estudar, trabalhar, conviver e decidir sobre a própria vida.
Mudar esse cenário começa por gestos simples, como dirigir-se diretamente à pessoa, e não a quem a acompanha, respeitar seu tempo e seu modo de se expressar e perguntar o que ela deseja antes de decidir em seu lugar.
Essa mudança, porém, depende também de compromissos coletivos. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) assegura às pessoas com deficiência igualdade de oportunidades, acessibilidade e participação plena, e cabe ao poder público, às instituições e à sociedade em geral fazer com que essas garantias saiam do papel.
O verde, cor que simboliza a data, remete à conscientização, e a ADEM convida a população de Mariana a transformá-la em atitudes que tornem a cidade mais acessível a todos e todas.
Acessibilidade e inclusão não são favor. São direitos.



